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Brasil cai para 5º mercado solar do mundo, diz Absolar

Brasil cai para 5º mercado solar do mundo, diz Absolar

O Brasil tem 70 GW de solar instalado. E mesmo assim caiu de 4º para 5º no ranking mundial.

Isso não é paradoxo. É o retrato de um setor que cresceu rápido demais para uma infraestrutura que ainda está aprendendo a acompanhar.

Em 2025, o país adicionou 14,5 GWp de capacidade solar — uma queda de 23% em relação aos 18,9 GWp instalados em 2024. A Alemanha nos ultrapassou. Agora ficamos atrás de China, Índia, EUA e Alemanha, segundo relatório da SolarPower Europe com participação da Absolar.

Os motivos são conhecidos, mas precisam ser ditos sem rodeios: curtailment sem ressarcimento, dificuldades de conexão à rede, juros elevados, dólar valorizado e tarifas de importação que encarecem os equipamentos. Cada um desses fatores, isolado, seria contornável. Juntos, eles travam o mercado.

O problema não é falta de recurso solar. O Brasil tem irradiação invejável, custo de geração competitivo e uma indústria que já provou que sabe entregar escala. O problema é que o ambiente regulatório e a infraestrutura de transmissão não evoluíram na mesma velocidade que os painéis.

A Absolar defende leilões anuais de armazenamento, redução da carga tributária sobre baterias e avanços regulatórios para aumentar a flexibilidade do sistema. São medidas corretas. Mas dependem de decisões que vão além do setor privado.

O solar brasileiro não está em crise. Está represado. E a diferença importa: crise exige recuperação, represa exige abertura de comportas.

A questão que fica: o ambiente regulatório vai acompanhar o ritmo que o setor está pronto para retomar?